quarta-feira, 10 de abril de 2019

Wabi Sabi Arte





Impressões de Memória - Wabi Sabi

 “Impressões de Memória”  é uma série composta de trabalhos utilizando pintura, impressões com stencil, colagem e linhas. Sua característica principal é a sobreposição destas linguagens que, colocadas umas sobre as outras; despertando no observador, diferentes layers de leitura em relação ao registro inicial.
O conceito desse trabalho é o Wabi Sabi, termo japonês designando a sensação gerada diante da beleza, simplicidade, impermanencia e imperfeição.
Assim como os flashes de memória na vida que segue sem ter como voltar atrás como uma folha caída no outono; as sobreposições surgem de forma frenética até obterem em seu conjunto final o repouso que gera harmonia.


“Impressões de Memória” poderia muito bem ser uma “colagem pintada”, pois o efeito é de colagem e bordado, mas no fundo são memórias que surgindo do inconsciente, vão poeticamente dando forma aos sentidos, ao patrimônio interior que vêm å tona transformando-se em uma composição de sobreposições, uma história visual. Sugere a nobreza da simplicidade em meio ao caos do cotidiano





Football Parade 2018

Football Parade SP 2018
Artista: Claudia Colagrande
Título da obra: A vida é bela, venha ver

Ao receber o convite para participar do Football Parade fiquei muito feliz. O momento no Brasil está difícil, muitas crises, ficamos sem combustível e a vida não para. Penso que o artista nasce com algo orgânico que nos move pela criação. Como disse o artista George Braque, “há certos mistérios na vida que eu não consigo entender, e nem tento. Quanto mais se sonda o mistério mais ele fica fora de alcance. A ciência tranquiliza, a arte perturba.”
Penso que essa perturbação vem do desconhecido, da falta de acesso à cultura e educação que nosso país vive pela imensa desigualdade social. Sinto-me privilegiada por ter recebido sempre condições de estudar, crescer com Consciência e como artista sinto um compromisso em tocar as pessoas pela linguagem não verbal.
Estar diante dessa imensa bola em branco e dar uma identidade a ela foi um imenso prazer. Sempre considero que espalhar o Belo em essência é um compromisso em meu trabalho. Na vida contemporânea tudo é rápido, ágil e efêmero, não nos damos conta de que, a cada segundo cruza nosso caminho real além das interferências digitais, ufa!
Por isso a minha bola reflete as sobreposições, os caminhos se interrompendo e passando agilmente uns sobre os outros, estão lá mandalas, bicicletas, flores, malas, pássaros e borboletas e outros elementos que não importam muito, parece uma grande bola de Football colorida e quase abstrata pois a utilização do stencil permite essa expressão rápida e harmônica. 
O que eu buscava era essa grande harmonia que a bola de Football representa no mundo e em nosso país, onde as pessoas se unem para vibrar por um GOL!
A vida é bela, venha ver é a possibilidade de aprimorarmos nosso espírito, nossa consciência e construirmos um mundo melhor.

Claudia Colagrande 

Artista visual 



quinta-feira, 23 de março de 2017

UMBRELLA ART- arte de rua móvel


UMBRELLA ART - Arte de rua em movimento

Parece não haver lugares cativos para os monumentos de São Paulo.
São Paulo é uma cidade móvel."
                                                                                           Aracy Amaral
O PROJETO
A partir da ideia da crítica Aracy Amaral sobre arte pública em metrópoles, exposta no livro Arte Pública - ; a artista plástica Cláudia Colagrande (membro da APAP – Associação Paulista de Artes Plásticas) desenvolveu o projeto Umbrella Art. Inicialmente como uma das convidadas para evento em homenagem aos XXX anos da cidade de São Paulo, realizado no último dia 25 de Janeiro no bairro da Vila Madalena; pouco a pouco a iniciativa tomou corpo.

Em seguida ao evento, Cláudia produziu uma série com mais de 60 guarda chuvas; todos diferentes uns dos outros, que foram adquiridos por cidadãos paulistanos e passaram a interferir, de forma ainda incipiente, na paisagem da cidade de São Paulo. A artista buscou com isso, ,  ressonância da sua arte com o caráter móvel da cidade, como escreveu Aracy Amaral – já citada anteriormente.
Assim, a partir da utilização desses guarda chuvas por seus proprietários, a paisagem de São Paulo se transforma pouco a pouco, misturando conceitos da arte pública com as aspectos utilitários, criando assim, uma nova feição à cidade.
A ideia agora é expandir essa experiência para outras cidades brasileiras.



O CONCEITO
A arte sempre ocupou um lugar na humanidade de expressão e contemplação. A arte pública convoca a uma observação aberta como parte do cotidiano de todos aqueles que passam por monumentos, parques com esculturas, obras a céu aberto, músicas tocando pelas ruas, danças etc.

Já a arte utilitária, sempre ocupou um lugar diferente. No entanto, normalmente mais considerada como artesanato, a mesma tem sido repensada. Esse é um caminho que segue a humanidade desde os seus primórdios, se imaginarmos as cerâmicas dos povos antigos todas trabalhadas, os vasos gregos, peças de obra de arte para vestir ou usar, etc.

A série Umbrella Art surgiu dessa reflexão da arte na vida das pessoas. Da busca pelo desenvolvimento da sensibilidade e as consequências que isso acarreta em quem está atento e o conjunto de afetações seja entre um cenário móvel do caminhante na cidade, no campo ou no litoral.

Qual o impacto de uma obra de arte móvel atravessando esses locais interferindo visualmente por onde passa?

Seria arte de rua? Arte pública? Objeto particular? Talvez a mistura de todos esses conceitos pois em cada guarda chuva pintado à mão e manuseado por um cidadão,  temos um objeto que  passa a interferir visualmente por onde seu proprietário  transita














quinta-feira, 8 de setembro de 2016

EXPOSICOES 2016

Em 2016 várias exposições aconteceram na Europa (Espanha, Portugal, Italia), Japão, Brasil onde a arte contemporânea tem aberto espaço para que a arte que acontece dentro do ateliê de um artista seja mostrada e compartilhada com o mundo. 
Essa experiência tem como objetivo um registro não verbal de como cada artista comunica sua percepção através da arte.
Há um mercado forte da arte que entrou para o mundo do ter e paralelamente há um universo que apenas existe, uma forma viceral onde o artista se expressa de acordo com sua necessidade interior. Seguem imagens de minhas participações nessas exposições em 2016!






quinta-feira, 8 de outubro de 2015

LANÇAMENTO DO LIVRO

Lançamento do livro ARTETERAPIA PARA TODOS, a prática arteterapêutica e sua diversidade, 2015 WAK editora, RJ.

Agradecimentos a: Eneas Carlos Pereira, Ana Lucia Hernandes Soares,  Dilaina Paula dos Santos, Maria Carolina Monteiro Machado de Souza Brando, Patricia Pinna Bernardo, Sandra Maria Casellato Carnasciali, Silvia Cylene Soares Gonçalves, Selma Cionai, Monica Guttman, Maíra Bonafé Sei, Daisy Grisolia, Ana Alice Francisquetti. Pedro da WAK editora, 2015.

O livro apresenta de modo notável a relação de dois universos, arte e saúde. Foi escrito por várias autoras, profissionais dedicadas a acompanhar as mais diversas manifestações do sofrimento humano. Nele, a Arteterapia mostra-se capaz de múltiplas interfaces: Saúde Mental, Psicopedagogia, Mitologia, Oncologia, Psicanálise, Geriatria.

A doença é o lado difícil da vida, as autoras registraram histórias da existência. Diante do sujeito marcado pelo sofrimento, faz-se necessário criar. Por meio do desenhar, do pintar, do construir, do colar, do cantar, do dançar, do contar histórias, a Arteterapia devolve às pessoas novas formas de ver o mundo, novas possibilidades de vida. Winnicot afirmou que o criar faz com que o indivíduo sinta que a vida vale a pena ser vivida.

O livro ‘’Arteterapia para todos’’ organizado por Claudia Colagrande é uma contribuição valiosa ao estudo e à prática clínica da Arteterapia. As autoras colaboram para a difusão da promoção da saúde pela Arteterapia. Recomendo-o a todos que buscam uma nova visão na área da saúde
.
Ana Alice Francisquetti








terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Registros e Memórias no processo de criação de livros como obra de arte

Este projeto tem como objetivo a discussão do processo de criação e construção de livro de artista por meio de registros a partir das percepções de memória, e também da difusão de tal gênero artístico na atualidade. Ao propô-lo, pretendo formular uma reflexão a respeito de uma das áreas menos conhecidas nas artes plásticas, em especial no Brasil, que é a do livro de artista e relacionar a mesma ao meu processo de criação do livro-arte, analisando semelhanças e distinções com a produção de alguns artistas contemporâneos que têm desenvolvido estes trabalhos, notadamente aqueles marcados pela intersecção entre gravura, fotografia, escrita, narrativa experimental, artes visuais, design gráfico e a arte do livro.
Além do livro como obra de arte propriamente dita, os cadernos de anotações onde registro as etapas de desenvolvimento do processo criativo, também são objeto de estudo neste projeto. Eles compõem o que chamo de “rastros da memória” e assim auxiliam na compreensão da construção das obras.
Proponho neste projeto um olhar de resgate às memórias, sensações, sentimentos e transformações, sejam elas pessoais, sociais, culturais e políticas de nosso tempo. Elementos fundamentais ao meu processo de criação e ao livro de artista, especialmente numa era em que as relações digitais, os ritmos rápidos, formas e “presenças” virtuais confundem-se com a ética e a estética, ocupando o lugar dos afetos. 

Palavras-chave: Memórias, livro como obra de arte, rastros memória e processos.


Na época dos quadros monumentais, das arquiteturas espetaculares [...], lancemos um olhar sobre o pequeno, o imperceptível, mas por essa razão, o experimental, o político e o sonhador.
                                                                          Michael Glasmeier


 Livro-objeto
A perda da Auréola (Baudelaire)


 Livro de artista
Impressões de Memórias
As páginas deste livro são feitas de impressões do chão de Paris e Zurich com interferências gráficas
Caderno de viagens
                                        Livro rolo
                                        Pauta-interrompida
                                        7,5mts
                                          Caderno de artista
                                          Rastros