quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Trabalho com arte desde 1986 e tenho três áreas de atuação: artista plástica; arte terapeuta e arte educadora.
Como artista plástica sempre desenvolvi trabalhos abstratos utilizando tecnicas mistas e durante muitos anos o papel foi o principal suporte utilizado por mim. O papel tem algo orgânico, maleável que para mim, facilita a criação e o manuseio. Papéis artesanais e reciclados são os meus preferidos desde sempre. Em 1987 fiz um curso de papel artesanal no MAC, USP com a artista Diva Buss o que despertou em mim uma paixão pela história do papel e a confecção do mesmo. Dei algumas oficinas de papel artesanal em escolas e no SENAC, pegava árvores caidas nas ruas para preparar a polpa e fazer papéis artesanais, uma maravilha! Fiz cadernos, capas de cadernos, colagens! Mas fazer papel ocupa muito tempo e eu não paro de ter idéias portanto fui deixando de fazer papel...
O tecido também é um suporte que adoro trabalhar! A princípio todo e qualquer tipo de tecido me interessa mas a seda... sua textura, brilho, movimento. Fui fazer curso de pintura em seda, método tradicional japonês "roketzu zome" na Fundação Mokiti Okada e passei a fazer os meus trabalhos nesse suporte. Sempre transformei as minhas pinturas em algo que pudesse ser contemplado e não utilitários assim, minhas pinturas em seda se transformaram em painéis.Explorei vários recursos e técnicas e tive um pouco de dificuldade em aceitar materiais mais populares, industrializados como a guta ou tintas industrializadas. Mas foi inevitável aceitá-los e utilizá-los. O método tradicional é feito a base de cera de abelha, parafina e estearina para vedar o teciso onde não deve ser tingido. O método moderno utiliza a guta, que já vem pronta, em várias cores. As tintas que eu parava eram com pigmentos em pó, ácido acético e água quente. As tintas industrializadas já vem prontas. O tempo, o custo e a necessidade de meus alunos me fez flexibilizar "tradição x modernidade". Me encanta pintar tecido de qualquer maneira mas a tradição tem uma magia que os dias corridos do mundo moderno não tem tempo de assimilar, valorizar. Assim que até o custo diminui no resultado final. Mas tenho aqui comigo que um dia retomarei os métodos tradicionais.
A tela é outro suporte que utilizo desde a época da faculdade mas sempre a achei mais distante do que o papel e o tecido. Ultimamente tenho utilizado mais as telas pois são resistentes e possibiltam colagem de materiais mais densos e variados.
Temas dos mais diversos: do abstrato às formas de símbolos ou coisas que tenham um significado para mim. Deuses Indús, gatos, pipas, Buda, impressões diversas ,maça, peixe,mas ainda estou em busca de um tema que faça realmente a diferença em minha produção.
Sou uma artista livre, experimento materiais e suportes : aquarela, acrílica, gravura em metal, acrílica, óleo (muito pouco utilizei), colagens.
Além de minhas obras comecei a fazer alguns utilitários artísticos como jogos americanos pintados à mão, roupas pintadas à mão, saquinhos para guardar sapatos e utensílios, garrafas pintadas decorativas. Além dos cartões em aquarela, tzurus (origami) e caixinhas de papel. Tudo, tudo se transforma em arte.
Essa é a Claudia artista.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Meu kimono "Sol", influência de Orietta, embora numa versão "zen" pois os seus trabalhos estavam mais para barrocos, cheios de detalhes!


Arruda e bola de cristal, foto de Juvenal Pereira feita na palestra que dei sobre a Orietta del Sole na sede da cooperativa dos artistas visuais do Brasil em agosto de 2008.

Por que a arruda? Orietta era supersticiosa demais e sempre tinha muita arruda em casa e levava um galhinho consigo onde quer que fosse.



Painel de Orietta del Sole

Tsuru de de seda, várias texturas, desde o casulo sobre seda. Lindo!!!



Painel de Orietta del Sole

seda, feltro e fios de algodão sobre feltro


Painel de Orietta del Sole
feltro, rendas, bordados sobre feltro.


Orietta, modelo
Eu

Eu dando uma palestra sobre a vida e a obra de Orietta Del Sole.


Que foi Orietta?


Uma mulher maravilhosa que conheci em 1993, fui assistente dela. Orietta era uma artista, italiana, que viveu no Brasil desde 1977 até 1995 (quando falesceu). Começou a sua carreira aos 55 anos fazendo design de jóias. Conhecu 64 países, alguns deles viajou repetidas vezes. Após ser convidada por Bardi a fazer uma exposição de suas jóias no MASP, em 1981, começou a fazer outras peças em arte: Kimonos (que de kimonos só tinham a forma básica retangular), painéis de tecidos e feltros , bolsas. Tudo o que aparecia em sua frente se transformava em arte! Era incrível a sua capacidade de criar juntando tecidos antigos, rendas, botões, ráfias, metal, lã, e tudo, tudo o que pudesse ter alcance ao seu olhar constantemente criador e transformador.


De Orietta herdei algumas coisas mas a mais importante foi o olhar transformador. Suas frases preferidas: "Não há nada de novo debaixo do sol" e


"Nunca se pode banhar duas vezes na mesma água de um rio". Um paradoxo presente em nossa vida diária. Estamos sempre transformando aquilo que vemos, sentimos e aprendemos de uma maneira peculiar.


Em 1998 fizemos uma exposição retrospectiva sobre a obra de Orietta na Galeria Francine, um lindo catálogo com algumas de suas belas peças e a energia dela pairando no ar!!! Saudades de Orietta e feliz por tê-la conhecido e participado de momentos importantes de su trabalho como consultora de moda e criatividade (SENAC<>

Agumas de suas obras abaixo



"Eu canto, porque o instante existe..."

Cantar faz parte de minha vida desde criança.Fiz aulas de piano e violão clássico desde os 9 anos de idade. Aos 16 comecei a tocar e cantar Bossa Nova. Fiz aulas de canto até 2001. Mas as artes plásticas ocuparam a minha vida, a minha alma e, apesar de gostar de cantar faço isso só de vez enquando . Acompanho meu marido, que é cantor e hoje me tornei a cantora de um único sucesso (rsss) "Vistidim".



Roma, adoro esta cidade, adoro a Itália! 1996

Um museu aberto, respirando arte. Viajar é uma das coisas de que mais gosto; conhecer culturas diversas.

terça-feira, 25 de novembro de 2008



"Arcos da India"

acrílica s/ tela

60x120cm / 2008



"Buda"

acrílica e colagem s/tel

90x100 / 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008



"Desconstrução"

Pintura, colagem e impressões sobre tela

2007



"A vida é sonho"

Escrita, pintura e colagem sobre tela

1998



"Valores humanos"

escrita, desenho e colagem sobre tela; 2001



"Krishna"

Da série Os deuses Indús, 2001 resultado de minha viagem à India



"Om"

Tela, símbolo do Om trazido da India e fio dourado formando espiral

2001



"O princípio de tudo"

A serpente, de feltro sobre veludo com aplicações de flores de tecido antigo.



"Sem título"

painel, pintura sobre seda colagem com plumas indígenas.

1996



"pipas"

painel sobre cobertor com feltro e fitas de cetim

1994


Painel, pintura sobre seda com botões e rafia de seda colados.
1998, série painéis de tecido sobre tecido

Claudia Colagrande, artista plástica formada pela Faculdade Belas artes de São Paulo, mestrado em História da Arte (FAAP), Arte terapia (Sedes Sapientiae) e DEP (dinâmica energética do psiquismo). Especializou-se em aquarela; arte contemporânea, pintura em seda (roketzu zome).
Meus trabalhos constituem uma mistura de minhas experiências e interesse como a espiritualidade, meditação, cotidiano... pedaços de tecidos, sucatas, rendas, papéis, pensamentos, sensações, cores tudo se transforma em arte.
Não me prendo a estilos ou tecnicas apenas crio o que tenho vontade... assim que nesses 25 anos de trabalho já experimentei vários movimentos e percursos tendo como predominância a colagem.
Meus suportes preferidos: papel e tecido embora utilize também telas, garrafas, azulejos... origami.