quinta-feira, 23 de março de 2017

UMBRELLA ART- arte de rua móvel


UMBRELLA ART - Arte de rua em movimento

Parece não haver lugares cativos para os monumentos de São Paulo.
São Paulo é uma cidade móvel."
                                                                                           Aracy Amaral
O PROJETO
A partir da ideia da crítica Aracy Amaral sobre arte pública em metrópoles, exposta no livro Arte Pública - ; a artista plástica Cláudia Colagrande (membro da APAP – Associação Paulista de Artes Plásticas) desenvolveu o projeto Umbrella Art. Inicialmente como uma das convidadas para evento em homenagem aos XXX anos da cidade de São Paulo, realizado no último dia 25 de Janeiro no bairro da Vila Madalena; pouco a pouco a iniciativa tomou corpo.

Em seguida ao evento, Cláudia produziu uma série com mais de 60 guarda chuvas; todos diferentes uns dos outros, que foram adquiridos por cidadãos paulistanos e passaram a interferir, de forma ainda incipiente, na paisagem da cidade de São Paulo. A artista buscou com isso, ,  ressonância da sua arte com o caráter móvel da cidade, como escreveu Aracy Amaral – já citada anteriormente.
Assim, a partir da utilização desses guarda chuvas por seus proprietários, a paisagem de São Paulo se transforma pouco a pouco, misturando conceitos da arte pública com as aspectos utilitários, criando assim, uma nova feição à cidade.
A ideia agora é expandir essa experiência para outras cidades brasileiras.



O CONCEITO
A arte sempre ocupou um lugar na humanidade de expressão e contemplação. A arte pública convoca a uma observação aberta como parte do cotidiano de todos aqueles que passam por monumentos, parques com esculturas, obras a céu aberto, músicas tocando pelas ruas, danças etc.

Já a arte utilitária, sempre ocupou um lugar diferente. No entanto, normalmente mais considerada como artesanato, a mesma tem sido repensada. Esse é um caminho que segue a humanidade desde os seus primórdios, se imaginarmos as cerâmicas dos povos antigos todas trabalhadas, os vasos gregos, peças de obra de arte para vestir ou usar, etc.

A série Umbrella Art surgiu dessa reflexão da arte na vida das pessoas. Da busca pelo desenvolvimento da sensibilidade e as consequências que isso acarreta em quem está atento e o conjunto de afetações seja entre um cenário móvel do caminhante na cidade, no campo ou no litoral.

Qual o impacto de uma obra de arte móvel atravessando esses locais interferindo visualmente por onde passa?

Seria arte de rua? Arte pública? Objeto particular? Talvez a mistura de todos esses conceitos pois em cada guarda chuva pintado à mão e manuseado por um cidadão,  temos um objeto que  passa a interferir visualmente por onde seu proprietário  transita














quinta-feira, 8 de setembro de 2016

EXPOSICOES 2016

Em 2016 várias exposições aconteceram na Europa (Espanha, Portugal, Italia), Japão, Brasil onde a arte contemporânea tem aberto espaço para que a arte que acontece dentro do ateliê de um artista seja mostrada e compartilhada com o mundo. 
Essa experiência tem como objetivo um registro não verbal de como cada artista comunica sua percepção através da arte.
Há um mercado forte da arte que entrou para o mundo do ter e paralelamente há um universo que apenas existe, uma forma viceral onde o artista se expressa de acordo com sua necessidade interior. Seguem imagens de minhas participações nessas exposições em 2016!






quinta-feira, 8 de outubro de 2015

LANÇAMENTO DO LIVRO

Lançamento do livro ARTETERAPIA PARA TODOS, a prática arteterapêutica e sua diversidade, 2015 WAK editora, RJ.

Agradecimentos a: Eneas Carlos Pereira, Ana Lucia Hernandes Soares,  Dilaina Paula dos Santos, Maria Carolina Monteiro Machado de Souza Brando, Patricia Pinna Bernardo, Sandra Maria Casellato Carnasciali, Silvia Cylene Soares Gonçalves, Selma Cionai, Monica Guttman, Maíra Bonafé Sei, Daisy Grisolia, Ana Alice Francisquetti. Pedro da WAK editora, 2015.

O livro apresenta de modo notável a relação de dois universos, arte e saúde. Foi escrito por várias autoras, profissionais dedicadas a acompanhar as mais diversas manifestações do sofrimento humano. Nele, a Arteterapia mostra-se capaz de múltiplas interfaces: Saúde Mental, Psicopedagogia, Mitologia, Oncologia, Psicanálise, Geriatria.

A doença é o lado difícil da vida, as autoras registraram histórias da existência. Diante do sujeito marcado pelo sofrimento, faz-se necessário criar. Por meio do desenhar, do pintar, do construir, do colar, do cantar, do dançar, do contar histórias, a Arteterapia devolve às pessoas novas formas de ver o mundo, novas possibilidades de vida. Winnicot afirmou que o criar faz com que o indivíduo sinta que a vida vale a pena ser vivida.

O livro ‘’Arteterapia para todos’’ organizado por Claudia Colagrande é uma contribuição valiosa ao estudo e à prática clínica da Arteterapia. As autoras colaboram para a difusão da promoção da saúde pela Arteterapia. Recomendo-o a todos que buscam uma nova visão na área da saúde
.
Ana Alice Francisquetti








terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Registros e Memórias no processo de criação de livros como obra de arte

Este projeto tem como objetivo a discussão do processo de criação e construção de livro de artista por meio de registros a partir das percepções de memória, e também da difusão de tal gênero artístico na atualidade. Ao propô-lo, pretendo formular uma reflexão a respeito de uma das áreas menos conhecidas nas artes plásticas, em especial no Brasil, que é a do livro de artista e relacionar a mesma ao meu processo de criação do livro-arte, analisando semelhanças e distinções com a produção de alguns artistas contemporâneos que têm desenvolvido estes trabalhos, notadamente aqueles marcados pela intersecção entre gravura, fotografia, escrita, narrativa experimental, artes visuais, design gráfico e a arte do livro.
Além do livro como obra de arte propriamente dita, os cadernos de anotações onde registro as etapas de desenvolvimento do processo criativo, também são objeto de estudo neste projeto. Eles compõem o que chamo de “rastros da memória” e assim auxiliam na compreensão da construção das obras.
Proponho neste projeto um olhar de resgate às memórias, sensações, sentimentos e transformações, sejam elas pessoais, sociais, culturais e políticas de nosso tempo. Elementos fundamentais ao meu processo de criação e ao livro de artista, especialmente numa era em que as relações digitais, os ritmos rápidos, formas e “presenças” virtuais confundem-se com a ética e a estética, ocupando o lugar dos afetos. 

Palavras-chave: Memórias, livro como obra de arte, rastros memória e processos.


Na época dos quadros monumentais, das arquiteturas espetaculares [...], lancemos um olhar sobre o pequeno, o imperceptível, mas por essa razão, o experimental, o político e o sonhador.
                                                                          Michael Glasmeier


 Livro-objeto
A perda da Auréola (Baudelaire)


 Livro de artista
Impressões de Memórias
As páginas deste livro são feitas de impressões do chão de Paris e Zurich com interferências gráficas
Caderno de viagens
                                        Livro rolo
                                        Pauta-interrompida
                                        7,5mts
                                          Caderno de artista
                                          Rastros








quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dias 24, 25 e 26 de outubro participarei de uma exposição em Paris, no Carrousel du Louvre. Segue a página no Guide e o convite da exposição!



sábado, 29 de março de 2014

IMPRESSOES DE MEMORIAS

A SÉRIE
 “Impressões de Memória”,  2014, é uma série composta de trabalhos utilizando pintura, impressões com stencil, colagem e linhas. Sua característica principal é a sobreposição destas linguagens que, colocadas umas sobre as outras; criam no observador, diferentes layers de leitura em relação ao registro inicial.
Assim como os flashes de memória na vida, que segue sem ter como voltar atrás; as sobreposições surgem de forma frenética até obterem em seu conjunto final o repouso que gera harmonia.
“Impressões de Memória” poderia muito bem ser uma “colagem pintada”, pois o efeito é de colagem e bordado, mas no fundo são memórias que surgindo do inconsciente, vão poeticamente dando forma aos sentidos, ao patrimônio interior que vêm å tona transformando-se em uma composição, uma história visual.


IMPRESSÕES DE MEMÓRIA














 Claudia Colagrande- 2014