terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Registros e Memórias no processo de criação de livros como obra de arte

Este projeto tem como objetivo a discussão do processo de criação e construção de livro de artista por meio de registros a partir das percepções de memória, e também da difusão de tal gênero artístico na atualidade. Ao propô-lo, pretendo formular uma reflexão a respeito de uma das áreas menos conhecidas nas artes plásticas, em especial no Brasil, que é a do livro de artista e relacionar a mesma ao meu processo de criação do livro-arte, analisando semelhanças e distinções com a produção de alguns artistas contemporâneos que têm desenvolvido estes trabalhos, notadamente aqueles marcados pela intersecção entre gravura, fotografia, escrita, narrativa experimental, artes visuais, design gráfico e a arte do livro.
Além do livro como obra de arte propriamente dita, os cadernos de anotações onde registro as etapas de desenvolvimento do processo criativo, também são objeto de estudo neste projeto. Eles compõem o que chamo de “rastros da memória” e assim auxiliam na compreensão da construção das obras.
Proponho neste projeto um olhar de resgate às memórias, sensações, sentimentos e transformações, sejam elas pessoais, sociais, culturais e políticas de nosso tempo. Elementos fundamentais ao meu processo de criação e ao livro de artista, especialmente numa era em que as relações digitais, os ritmos rápidos, formas e “presenças” virtuais confundem-se com a ética e a estética, ocupando o lugar dos afetos. 

Palavras-chave: Memórias, livro como obra de arte, rastros memória e processos.


Na época dos quadros monumentais, das arquiteturas espetaculares [...], lancemos um olhar sobre o pequeno, o imperceptível, mas por essa razão, o experimental, o político e o sonhador.
                                                                          Michael Glasmeier


 Livro-objeto
A perda da Auréola (Baudelaire)


 Livro de artista
Impressões de Memórias
As páginas deste livro são feitas de impressões do chão de Paris e Zurich com interferências gráficas
Caderno de viagens
                                        Livro rolo
                                        Pauta-interrompida
                                        7,5mts
                                          Caderno de artista
                                          Rastros








quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dias 24, 25 e 26 de outubro participarei de uma exposição em Paris, no Carrousel du Louvre. Segue a página no Guide e o convite da exposição!



sábado, 29 de março de 2014

IMPRESSOES DE MEMORIAS

A SÉRIE
 “Impressões de Memória”,  2014, é uma série composta de trabalhos utilizando pintura, impressões com stencil, colagem e linhas. Sua característica principal é a sobreposição destas linguagens que, colocadas umas sobre as outras; criam no observador, diferentes layers de leitura em relação ao registro inicial.
Assim como os flashes de memória na vida, que segue sem ter como voltar atrás; as sobreposições surgem de forma frenética até obterem em seu conjunto final o repouso que gera harmonia.
“Impressões de Memória” poderia muito bem ser uma “colagem pintada”, pois o efeito é de colagem e bordado, mas no fundo são memórias que surgindo do inconsciente, vão poeticamente dando forma aos sentidos, ao patrimônio interior que vêm å tona transformando-se em uma composição, uma história visual.


IMPRESSÕES DE MEMÓRIA














 Claudia Colagrande- 2014


sábado, 28 de dezembro de 2013

Galeria, Poetizando a pintura

A poesia e as artes visuais dialogam. Entre linhas e cores imagens e palavras se complementam. Poetizando a pintura é uma brincadeira digital de minhas pinturas com frases que fazem sentido em minhas reflexões. 





terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sumi-e

O Sumie e uma arte oriental onde e usado apenas tinta preta, papel arroz e pincel. A arte do sumi-e consiste em captar a essencia das coisas apenas com um gesto, sem retoque, numa respiracao integrada. A postura do corpo ereta, a concentracao plena e a postura da mao determinam a qualidade do trabalho.
Fiz algumas aulas de sumi-e em 1997 com uma professora alema que foi aluna de um mestre japones e depois me arrisquei a usar essa tecnica tambem em aquarela.
o mais importante é retratar a essência do elemento a ser pintado, e não a mera reprodução de sua aparência exterior. Adotando esses princípios, o sumiê exerce uma dicotomia interessante. Preto-e-branco, concreto e abstrato, água e terra, controle e espontaneidade 







domingo, 18 de agosto de 2013

ARTE E NATUREZA- Impermanencia

Arte e Natureza e um tema de minha pesquisa em artes visuais no qual me aproprio de flores encontradas no chao, em minhas caminhadas. Colho cada flor em sua diversidade em formas e cores, componho em forma circular, mandalas e do resultado pinto aquarelas. As mandalas de flores duram pouco tempo, pois ja estavam caidas no chao e essa consciencia de que tudo e transitorio, impermanente, perecivel deixa seu rastro atraves da pintura.