segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sai Baba




Hoje faleceu um Grande lider Espiritual, Swami Sai Baba. Em 2001 estive em seu Ashram, Putaparty na India, e me surpreendi com a energia emanada deste Ser Iluminado. Não posso me dizer devota ou discipula deste Mestre mas um grande respeito e reverência por sua sabedoria e trabalho social que desenvolveu naquela parte da India e em várias partes do mundo, isso me tocou. Há um Hospital onde vários médicos do mundo inteiro fazem Seva (trabalho voluntário); assim como escolas e universidade trabalahndo em prol dos valores humanos: VERDADE, RETIDÃO, PAZ, AMOR E NÃO-VIOLÊNCIA. Sai Baba é considerado um Avatar (Deus em forma-humana); seres que de vez em quando encarnam com uma missão de transformação da humanidade. Em seu Ashram mais de 5.000mil pessoas passam por dia, pessoas do mundo inteiro para receber benções ou lições de seus ensinamentos.


Seu Mantra é o Gayatri Mantra, dizem um dos mais poderosos de se recitar. Em então, aqui vai a minha homenagem ao Swami.


"Om Bhur bhuvaha svaha

tat savitur varenyam

bhargo devasya dhimahi

dhyo yonah prachodayat"

sábado, 23 de abril de 2011

Visita a Leonilson

Hoje visitei a exposição de Leonilson e a sensação que tive foi de inquietude. Sempre que visito uma exposição de arte tenho mais a certeza de que a obra de cada artista é a sua Autobiografia. Sim, está tudo lá e se pudermos entrar através de nossa percepção naquilo que estamos olhando o corpo fala o que a obra conta. Então é uma questão da autobiografia do artista e de nossa autobiografia que, por ressonância nos transportas a lugares ocultos, intraduzíveis de nós mesmos. Intraduzíveis? De novo Benjamin... será que virou obsessão?

Em sua teoria sobre a linguagem , na Tarefa do Tradutor, ele diz que há algo no original que deve se manter na tradução então, transpondo isso para as artes visuais nos tornamos todos tradutores daquilo que olhamos. Mas não é qualquer olhar, é o verdadeiro olhar; aquele que apreende o que observa. É um desvendar, revelar.

Foi assim que saí da exposição pensando em meus trabalhos, sobretudo em minha produção dos últimos 10 anos onde a sobreposição , a superposição tomou conta de qualquer superfície onde eu trabalhava (e trabalho) e pude "traduzir" a minha obra por "Intraduzibildade: o que a por trás do que eu vejo?".

Sim, porque por mais que possamos apreender parte do que é dito, ou escrito ou pintado, colado, nunca se pode saber ao certo o que há por trás do perceptível. Mas, se penso no "Ùnico Traço do Pincel" (Monge Abóbora- Amarga) também sei que pode haver um lugar puro da percepção que, se estiver atento e relaxado ao mesmo tempo, sem esforço tudo se revela. Está tudo lá. Sempre. Mas nem sempre podemos perceber o que já está lá...

terça-feira, 19 de abril de 2011

INSÔNIA

Palavras-chave: insônia, traduzibilidade, intraduzibilidade, simbolizado, simbolizante, significado, significante, o Único traço do pincel
Contextualização: 1o semestre do mestrado em artes visuais, 2011 na FASM aulas de História e filosofia na arte contemporânea e desenho
Resumo: ontem a noite eu não conseguia dormir e meu pensamento pulava de Walter Benjamin em seu conceito de traduzibilidade, intraduzibilidade, inessencial depois ia para Nitzsche com as diferenças entre ética e moral; logo passava para semiótica onde eu tentava encontrar os termos simbolizante e simbolizado e só encontrava significante e significado (será um erro de tradução?). De Perls para o Umbigo do Sonho, de Freud e passava pela simplicidade e verdade do Monge Abóbora-Amarga e o significado do Único Traço do Pincel , passando pelo Ch`an Tao. Ainda cheguei ao mestre Ferreira Gullar em "Traduzir-se" onde diz: "traduzir uma parte em outra parte é uma questão de vida ou de morte. Será Arte? Será Arte?". Para finalmente chegar em Sócrates "Só sei que nada sei". EUREKA!
questões: isso é normal ou é grave?
o mestrado pode ser feito em 10 anos? (tempo mínimo para elaborar tudo isso e mais o que virá pela frente)



Claudia Colagrande